quinta-feira, 15 de abril de 2010


Dos olhos que me olham
Das bocas que me falam
Dos gestos que não tenho
Dos braços que me abraçam

És tudo num só ser
Da mentira à verdade
És da vida ao morrer
Da chegada a saudade

És o adeus inesperado
És meu beijo para dormir
Te vejo regozijado
E lamento ver-te partir

Muito pouco te conheço
De tão pouco que é quase nada
Mas do inverso te almejo
E nem sei se és a errada

Só peço que não partas
O caminho que juntamos
Só te peço não desistas
Do pouco que caminhamos

Te suplico que não vás
Onde quer que queiras ir
E te rogo pra que fiques
Temos muito pra sorrir

Sei que nada que eu te peça
Pode te fazer ficar
Então peço que te lembres
Deste ridículo aqui a te falar

D. M. Barbosa

Um comentário:

Uma burguesa disse...

E se eu sumir,eu sentirei saudades até dos risos que ainda não compartilhamos, do que nós ainda não vivemos,saudades de se sentir tão bem perto de alguém, sensação essa que eu com meu jeito de levar a vida pela emoção não conseguiria explicar com palavras.
Eu posso até ser burguesa,mais acho que toda burguesa precisa de um ridículo,
Entre poemas e apelos,eu sei que tudo vai se resolver da melhor forma possível,meu mundo cheio de algazarras,com mistérios que ainda não consegui desvendar,se pergunta se tudo o que eu já fiz valeu a pena,acho que agora isso já não importa mais,o que importa mesmo é que perto ou longe sempre te levarei junto com as crianças que dentro de mim fazem a festa que me faz sorrir.
E é com imensa alegria que eu,burguesa escrevo essas singelas palavras cálidas numa folha branca e pálida tentando dizer que você pra mim foi e sempre será simplesmente assim,um Ridiculo que sempre me faz sorrir;@

Sempre vou te levar no lado esquerdo do peito man;xxx