domingo, 28 de setembro de 2008

As Crônicas de um Trabalhador (Daniel M.)



O Tempo passou e eu nem vi
Nem me dei ao luxo de perguntar que horas eram.
Não movi um dedo em meu favor.
Eu devia ter dado mais importância ao o que meu pai falava.
Eu devia ter parado um pouco mais pra pensar, refletir.
Agora o tempo passou. E eu nem vi. Nem me dei ao luxo de respirar. Sempre tão dedicado ao trabalho,
Nem vi o tempo passar.
Passou.
E eu não vi.
Continua passando. OLHA!
Passou.
E eu não me dei ao luxo de vê-lo.
Tenho me preocupado tanto com minhas contas, com meus estudos,
E todos os dias é sempre a mesma coisa:
Acordar, me arrumar, estudar, trabalhar, almoçar, voltar ao trabalho, pegar ônibus, chegar em casa, dizer “oi” pra mulher, dormir, acordar, e voltar ao mesmo pesadelo.
E o tempo passou e eu nem vi.
E eu nem me dei ao luxo de viver. O tempo passou
“-Aqui descansa um brasileiro”

sábado, 20 de setembro de 2008

Minha Boneca (Daniel M.)


Hoje minha boneca me deixou só
nao quis saber se eu estava com saudade
olha so que maldade
se tava mal, agora to pior

minha boneca me abandonou
no escuro da madrugada a menina me deixou
insonia traumática
pra quem nunca amou

OLHA LÁ! É a minha boneca!
"mai" é tão linda, olha ela!
voltou pra mim, que lindo

agora vou guarda-la
pra de noite abraça-la
quando eu estiver dormindo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Fotocópia (Daniel M.)


Hoje em dia
A influência da mídia
Influencia diariamente
Todos os dias

Tudo é imitação
Onde está o alternativo?
Cultura em limitação
Inteligência fechada para balanço

Fotos, caras e bocas
É tudo igual
Cabelos, vestidos e roupas
Pensamentos do varal

O preço é qualidade
Mas a verdadeira qualidade não tem preço
Como um carinho, um abraço, um beijo

A boa poesia é escrita hoje no banheiro
Longe de todos, longe da vida
Só eu e o borjo, o borjo e a rima

Fotocópia, fotocopiadora
Fotocopia, a foto me dá medo
E a copia me dá fobia

Diariamente tiramos fotos
Todos os dias são copiado
Cabeças são como ovos
Inteligência foi pelo ralo

Hoje o criativo é solitário
Ontem idolatrado
E amanha, desprezado

Seja você, independente da pendência
Eles são tolos, solitários e sem criatividade

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A Célula, A Cédula e a Fé (Daniel M.)


A fé tornou-se célula.
E a célula metamorfoseou-se em mim
E de mim sai a cédula que move o mundo ao meu redor
E o mundo gira e me mata me levando de volta ao pó.
A Fé que havia, já não Ave Maria
Por que a fé deixa o homem tão só?
E no soneto da vida, finjo que vivo e faço quadrilha.
Pra ver se alguma mulher me olha melhor.
No ultimo batimento cardíaco
Peço a benção pastoral.
E no leito da minha morte, da vida tiro a sorte
Pra ver se viro imortal.

sábado, 13 de setembro de 2008

No Recreio (Daniel M.)



No Recreio aprendemos a viver


aprendemos brincadeiras


no recreio o receio pelo status


que pode mudar sua vida inteira




Em um intervalo de vinte minutos


criamos amigos, fraternidade


em mil e duzentos segundos


fazemos uma família de verdade




O recreio é o intervalo, a divisão


entre o começo e o final


meu recreio é onde eu falo


sobre o bem e o meu mal.




O recreio é onde escrevo


sobre amigo, irmão e felicidade


O recreio é onde leio


cartas de amor de alguma amizade




O Recreio é onde reconheço


que sou homem, sou errado


e é ai onde descubro


que alguns me odeiam e por outros sou amado.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Garota do Sol (Daniel M.)


Certa Vez, um raio de sol me apareceu
Pela janela do quarto em meu rosto bateu
Acordou-me pela manhã. Preguiça boa e a coragem pra viver meu dia inteiro.
Por onde quer que eu ia, comigo sempre estava
De noite ou de dia, comigo o guardava.
Mas um dia curioso de saber
Que luz é essa que resolveu me aparecer?
-sou a Garota do Sol, estou feliz em te ver.
Assustado eu fiquei e tornei a perguntar:
-d’onde vens garota linda, pra o meu dia iluminar?
-vim do cosmo amado meu, só pra te visitar.
Apaixonado eu fiquei, e pedi pra lua não existir
Pra o sol trazer minha garota e eu ser feliz enfim
A Partir daí, não houve mais noite no meu dia
A Garota do Sol estava pra iluminar minha vida
Onde quer que eu vá, carrego agora sua luz
Da garota mais bela que todo dia me seduz.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Anti-Romatismo (Daniel M.)


Como poderei escrever?
Poesia, prosa ou verso
Se até mesmo o inverso
Não me lembra você

A paixão cega e o amor dói
Então porque me preocupar?
Se tudo que você lembrar
Por dentro me corroi?

Sem querer te machucar
Mas já machucando
Essa historia de amor não dá

Pois tudo que começa, acaba
E pra eu não correr o risco de quebrar a cara
Eu prefiro nem começar

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

(IN)deciso (Daniel M.)


Sou o que digo
Acredito no que faço
Finjo que acredito
E desconfio de fato do que digo
Sou um tanto indeciso
Em tudo que vou dizer
Tenho medo de falar o certo
E o certo eu não fazer
Eu não sei ao certo sobre a minha vida
Só sei que vou vive-la enquanto houver meu dia
Serei feliz todo o tempo
Percorrerei o meu torto caminho do vento
E se a vida for invalida
Será que vale a pena?
E se a pena não for nada
Será que é tudo lenda?
Mas se eu não for eterno
Tentarei pelo menos o imortal
E na eternidade das palavras
Falarei de um pobre formal
Indeciso ou não
Minha escolha é amar
A vida, os corpos, a rima
E tudo que a vida me dar

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Mundo e Seus Segredos (Daniel M.)

O Gira-sol que gira só
Quem é que me explica?
A lua vai e vem o sol
Pra Iluminar o dia

E de manhã cantam os passarinhos
Pro mundo ficar bonito
Radiante
Bem mais lindo

A menina encantada pelo rapaz
Felicidade traz
Um beijo
Abraço me satisfaz

O mundo e seus segredos
Ninguém me explíca
O por que de tanto medo
Apavora nosso dia

É so olhar o mundo ao seu redor
Pra ter certeza de tudo e muito mais que qualquer um
Quem é que pode explicar o amor e duvidar de tudo?
É morta essa pessoa seja lá quem for

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A Língua do Meu Amor (Daniel M.)

Com toda a certeza do mundo,
Conjugo você como verbo
Depois de você nada conjungo
Assim escrevo meu verso

Direto ou irregular
Transito-me ao teu lado
Substantivo-me verboar
Escrevo mesmo errado

Meu Sentimento é Certo
Escrevendo assim errado
O amor pra mim é verbo
Que nao pode ser conjugado

Contínua é minha dor
Possessivando-me a cada dia
Assim é meu amor
Traduzido em minha língua

Momentoscolia (Daniel M.)

Momentos Passam, acabam
momentos choro, com a esperança que aquele momento irá voltar.
momentos eu sorri, achando que ele iria durar pra sempre
esquecendo-me que o 'sempre' e o 'nunca' são sinônimos
o 'nunca' nunca existiu. sempre foi assim.
os momentos passam e
ninguém ver, ninguém percebe
momentos de felicidade passaram por mim,
a um palmo do meu nariz
e eu nada fiz para que aquele momento fosse eterno
os momentos acabam.
a poesia prevalece.