domingo, 28 de dezembro de 2008

Primeiro e Eterno Beijo


O Sonho se inicia
A Minha boca produz salíva
Ansiando pelos beijos teus
Em que Ambos deitados em uma rede
Tocamos pela primeira vez os nossos lábios

Em um momento mágico
Meu coração palpitou
Pulsando até a ponta dos meus dedos
Enquanto tocavam tua face

Teu cabelo cobria o rosto meu e teu
E por um momento de pausa,
Nos Olhamos nos olhos
E em seguida os mesmos direcionaram-se para as bocas
que voltaram a beijar-se

Tudo ao nosso redor parou
E deu-se o início de um grande amor
Que nada poderá apagar as memórias daquele doce toque de lábios
Ele possui hoje e sempre, a mesma intesidade
Delicadeza e fidelidade
do nosso Primeiro e Eterno Beijo

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Pra Ser Sincero (Daniel M.)


Pra ser sincero, morro de medo de te perder
Morro de medo de te amar e não te ter
Pra ser sincero? eu morro por você

Pra ser sincero, odeio dizer tchau
Ter que me despedir
E voltar a ser mortal

Pra ser sincero, adoro teu olhar
Adoro teu sorriso
Tua forma de pensar
Pra ser sincero? eu adoro te amar

Pra ser sincero, já menti
Já tentei enganar a mim mesmo
Já tentei e não consegui

Já te falei de tudo que faço
Mas não te contei
Que tudo fiz,
Se resume em teu abraço

Pra ser sincero? Te Amo

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cântico à Minha Amada (Daniel M.)


Oh meu amor,
Que Falta você me faz pelas noites
Quando não te escuto mais
Mal espero o dia pra te dar bom-dia
e te amar enquanto for capaz

Onde eu for tu irás comigo
Em teus seios encontro abrigo
Junto a ti ó amada, descanso
És tu amada minha, o meu recanto

Como quero estar contigo ao teu lado,
De mãos dadas caminhar
Contigo divido meu fardo
Como eu amo te amar

domingo, 30 de novembro de 2008

Eros (Daniel M.)


Sigo o teu corpo com uma estrada a ser seguida.
Onde o caminho leva à união da imortalidade de uma aliança
Simbolizada no material matrimonio

Rego o nosso amor com as flores do nosso jardim vermelho.
Ó recanto meu.
Garota de cândido semblante.
Insubstituível eternidade que vivo agora
Que ser vivida em cada instante
Em cada momento
Do nosso quase puro amor.

Que possa estar escrito no nosso livro da vida mortal
Nos interligando entre as linhas que cortam a rosa dos ventos.
Que possa estar unindo todo momento

Eros.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Poeta e a Boneca (Daniel M.)


Era uma vez um poeta
Que vivia frustrado em suas madrugadas
Estava a procura de uma rima certa
Ou uma frase mal rimada

E toda noite tornava a rodar
Pelas ruas e esquinas
Pelas luas e avenidas
E voltava a tropeçar

Com Humildade nos seus pés
Caminhando como pode
Certa vez conheceu uma mulher
Olha só que cabra de sorte

A mulher era um tanto estranha...
Metade boneca, metade menina
Apesar da diferença
Era muito bacana e quando sorria era tão linda

Ele então guardou essa boneca
Numa estante que tinha no quarto dele
Para que sorrindo
Servisse de respiração para ele

E todas as noites
Antes de ir dormir
Olhava para estante
E em todo instante ela estava ali

Dali em diante
O dia tornou mais claro
E a noite mais distante

Tudo que escrevia
Tinha um pedaço de pano
Para o poema ficar mais belo
E da boneca ta se lembrando
E esse amor se tornou verbo
E o verso se imortalizando

Suas estrofes não foram mais tortas
Tudo que ele escrevia tinha um sentido
A vida, a morte,
A menina e o menino

Cada dia que passava foi se apaixonando mais e mais
Foi escrevendo mais verso
Foi descrevendo tudo que era capaz
De noite ou de dia
Pra ele tanto fazia
Como hoje ainda faz

A história é fato
E de fato não mente
Como diz todo clássico
"Todos viveram felizes para sempre!"

sábado, 1 de novembro de 2008

Meu Pequeno Polegar (Daniel M.)


Tão Pequeno em minha mão,
Tão sensível, tão incerto
Tão simples, tão complexo
E completa o coração

Mas se o coração não é ligado,
Como explicar tão grande afeto?
Se te perder sou afetado
Se eu não te ter sou incompleto

Pr’eu poder sustentar algo
Desse dedo necessito
E pra ser sustentado
Algo precisa ta escrito

E para dar notas no violão
Pra me ajudar a concordar
Necessito da minha mão
E do meu pequeno-grande polegar

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Passarinho (Daniel M.)


Eu ouço um passarinho
cantando bem de longe
talvez ninguém o escute
talvez esteja com fome

pode até estar com medo
mas ninguém o escuta
mas mesmo assim insiste ele em cantar
para que um pássaro amigo
azulão ou canarinho
vá o ajudar

mas tem hora que ele pensa:
"porque cantar se ninguém me ouve?
antes não nascesse ou passarinho mudo fosse
e se talvez eu não nascesse
do mal eu esquecesse
e achasse a vida um doce"

e esse passarinho outra coisa pode ser
empresário ou politico
pode ser pai ou o seu filho
ou talvez seja você

domingo, 12 de outubro de 2008

Acordando Para Sonhar (Daniel M.)


Quando não tenho pr'onde
Fecho os olhos e o sonho vira fonte
Regando meu mundo reescrevendo a história
Me levanta do túmulo independente da hora

Mas sonhar é isso
É dar vida ao impossivel
Tornar da vida um vicio
E enxergar o invisivel

Pois quem sabe sonhando
Acordamos pra vida
E deitados numa cama,
Cama no ar é saída

Então sonhe!
Sonhe rápido, sonhe lendo
Por que sonhar enfim,
É acordar pra dentro!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Queixas de um Vagabundo (Daniel M.)


Hoje eu quero descansar
Não vou pra escola, nem vou trabalhar...
Hoje não me force a fazer nada
Hoje eu quero só amar

Hoje eu quero uma cama
E ouvir música clássica
Hoje eu quero ouvir uma ciranda
Hoje eu não to pra nada

Hoje é meu feriado
Meu terceiro dia do fim de semana
Hoje to de otário, não to doente
Mas eu to de cama

Hoje eu quero dormir
Quero fingir que o amanha não chegou
Hoje eu quero sumir
E ficar na memória de quem me amou

Hoje eu quero a saudade
E a falta da tua apatia
Hoje eu to sem vontade
Vou descobrir o que não sabia
Pra ver se descubro que o descanso
É apenas mentira

domingo, 28 de setembro de 2008

As Crônicas de um Trabalhador (Daniel M.)



O Tempo passou e eu nem vi
Nem me dei ao luxo de perguntar que horas eram.
Não movi um dedo em meu favor.
Eu devia ter dado mais importância ao o que meu pai falava.
Eu devia ter parado um pouco mais pra pensar, refletir.
Agora o tempo passou. E eu nem vi. Nem me dei ao luxo de respirar. Sempre tão dedicado ao trabalho,
Nem vi o tempo passar.
Passou.
E eu não vi.
Continua passando. OLHA!
Passou.
E eu não me dei ao luxo de vê-lo.
Tenho me preocupado tanto com minhas contas, com meus estudos,
E todos os dias é sempre a mesma coisa:
Acordar, me arrumar, estudar, trabalhar, almoçar, voltar ao trabalho, pegar ônibus, chegar em casa, dizer “oi” pra mulher, dormir, acordar, e voltar ao mesmo pesadelo.
E o tempo passou e eu nem vi.
E eu nem me dei ao luxo de viver. O tempo passou
“-Aqui descansa um brasileiro”

sábado, 20 de setembro de 2008

Minha Boneca (Daniel M.)


Hoje minha boneca me deixou só
nao quis saber se eu estava com saudade
olha so que maldade
se tava mal, agora to pior

minha boneca me abandonou
no escuro da madrugada a menina me deixou
insonia traumática
pra quem nunca amou

OLHA LÁ! É a minha boneca!
"mai" é tão linda, olha ela!
voltou pra mim, que lindo

agora vou guarda-la
pra de noite abraça-la
quando eu estiver dormindo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Fotocópia (Daniel M.)


Hoje em dia
A influência da mídia
Influencia diariamente
Todos os dias

Tudo é imitação
Onde está o alternativo?
Cultura em limitação
Inteligência fechada para balanço

Fotos, caras e bocas
É tudo igual
Cabelos, vestidos e roupas
Pensamentos do varal

O preço é qualidade
Mas a verdadeira qualidade não tem preço
Como um carinho, um abraço, um beijo

A boa poesia é escrita hoje no banheiro
Longe de todos, longe da vida
Só eu e o borjo, o borjo e a rima

Fotocópia, fotocopiadora
Fotocopia, a foto me dá medo
E a copia me dá fobia

Diariamente tiramos fotos
Todos os dias são copiado
Cabeças são como ovos
Inteligência foi pelo ralo

Hoje o criativo é solitário
Ontem idolatrado
E amanha, desprezado

Seja você, independente da pendência
Eles são tolos, solitários e sem criatividade

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A Célula, A Cédula e a Fé (Daniel M.)


A fé tornou-se célula.
E a célula metamorfoseou-se em mim
E de mim sai a cédula que move o mundo ao meu redor
E o mundo gira e me mata me levando de volta ao pó.
A Fé que havia, já não Ave Maria
Por que a fé deixa o homem tão só?
E no soneto da vida, finjo que vivo e faço quadrilha.
Pra ver se alguma mulher me olha melhor.
No ultimo batimento cardíaco
Peço a benção pastoral.
E no leito da minha morte, da vida tiro a sorte
Pra ver se viro imortal.

sábado, 13 de setembro de 2008

No Recreio (Daniel M.)



No Recreio aprendemos a viver


aprendemos brincadeiras


no recreio o receio pelo status


que pode mudar sua vida inteira




Em um intervalo de vinte minutos


criamos amigos, fraternidade


em mil e duzentos segundos


fazemos uma família de verdade




O recreio é o intervalo, a divisão


entre o começo e o final


meu recreio é onde eu falo


sobre o bem e o meu mal.




O recreio é onde escrevo


sobre amigo, irmão e felicidade


O recreio é onde leio


cartas de amor de alguma amizade




O Recreio é onde reconheço


que sou homem, sou errado


e é ai onde descubro


que alguns me odeiam e por outros sou amado.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Garota do Sol (Daniel M.)


Certa Vez, um raio de sol me apareceu
Pela janela do quarto em meu rosto bateu
Acordou-me pela manhã. Preguiça boa e a coragem pra viver meu dia inteiro.
Por onde quer que eu ia, comigo sempre estava
De noite ou de dia, comigo o guardava.
Mas um dia curioso de saber
Que luz é essa que resolveu me aparecer?
-sou a Garota do Sol, estou feliz em te ver.
Assustado eu fiquei e tornei a perguntar:
-d’onde vens garota linda, pra o meu dia iluminar?
-vim do cosmo amado meu, só pra te visitar.
Apaixonado eu fiquei, e pedi pra lua não existir
Pra o sol trazer minha garota e eu ser feliz enfim
A Partir daí, não houve mais noite no meu dia
A Garota do Sol estava pra iluminar minha vida
Onde quer que eu vá, carrego agora sua luz
Da garota mais bela que todo dia me seduz.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Anti-Romatismo (Daniel M.)


Como poderei escrever?
Poesia, prosa ou verso
Se até mesmo o inverso
Não me lembra você

A paixão cega e o amor dói
Então porque me preocupar?
Se tudo que você lembrar
Por dentro me corroi?

Sem querer te machucar
Mas já machucando
Essa historia de amor não dá

Pois tudo que começa, acaba
E pra eu não correr o risco de quebrar a cara
Eu prefiro nem começar

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

(IN)deciso (Daniel M.)


Sou o que digo
Acredito no que faço
Finjo que acredito
E desconfio de fato do que digo
Sou um tanto indeciso
Em tudo que vou dizer
Tenho medo de falar o certo
E o certo eu não fazer
Eu não sei ao certo sobre a minha vida
Só sei que vou vive-la enquanto houver meu dia
Serei feliz todo o tempo
Percorrerei o meu torto caminho do vento
E se a vida for invalida
Será que vale a pena?
E se a pena não for nada
Será que é tudo lenda?
Mas se eu não for eterno
Tentarei pelo menos o imortal
E na eternidade das palavras
Falarei de um pobre formal
Indeciso ou não
Minha escolha é amar
A vida, os corpos, a rima
E tudo que a vida me dar

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Mundo e Seus Segredos (Daniel M.)

O Gira-sol que gira só
Quem é que me explica?
A lua vai e vem o sol
Pra Iluminar o dia

E de manhã cantam os passarinhos
Pro mundo ficar bonito
Radiante
Bem mais lindo

A menina encantada pelo rapaz
Felicidade traz
Um beijo
Abraço me satisfaz

O mundo e seus segredos
Ninguém me explíca
O por que de tanto medo
Apavora nosso dia

É so olhar o mundo ao seu redor
Pra ter certeza de tudo e muito mais que qualquer um
Quem é que pode explicar o amor e duvidar de tudo?
É morta essa pessoa seja lá quem for

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A Língua do Meu Amor (Daniel M.)

Com toda a certeza do mundo,
Conjugo você como verbo
Depois de você nada conjungo
Assim escrevo meu verso

Direto ou irregular
Transito-me ao teu lado
Substantivo-me verboar
Escrevo mesmo errado

Meu Sentimento é Certo
Escrevendo assim errado
O amor pra mim é verbo
Que nao pode ser conjugado

Contínua é minha dor
Possessivando-me a cada dia
Assim é meu amor
Traduzido em minha língua

Momentoscolia (Daniel M.)

Momentos Passam, acabam
momentos choro, com a esperança que aquele momento irá voltar.
momentos eu sorri, achando que ele iria durar pra sempre
esquecendo-me que o 'sempre' e o 'nunca' são sinônimos
o 'nunca' nunca existiu. sempre foi assim.
os momentos passam e
ninguém ver, ninguém percebe
momentos de felicidade passaram por mim,
a um palmo do meu nariz
e eu nada fiz para que aquele momento fosse eterno
os momentos acabam.
a poesia prevalece.