sexta-feira, 31 de dezembro de 2010




Que da alma vivente

Qual dá pulso a minha mente

Poderei comparar?

Tão perfeita e singela

Que outro ser perto dela

Não irá deslumbrar?

Que tamanho esplendor

De ternura e amor

Envolvendo este ser

Que tamanha beleza

De paixão e pureza

Estes olhos fazem ver

O que há nestes olhos

Que mesclam afeto e repulsa

O que há nesta boca

Que me leva a loucura

O que há em ti

Ó deusa amada

Que poder é este

Que por mim é idolatrada

Que magia e feitiço

Que me arranca o suspiro

E o fôlego pr’eu viver

Tão sutil e discreto

Sentimento tão incerto

Mais um pecado hei de ter

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


Só lamento pra quem não sabe
Poesia é enxergar com lápis
E viver o que não se vê
Só lamentos para você
Que critica quem sabe escrever
E que deixa a vida passar
Sem uma linha arriscar

Não há nada melhor
Pra fazer quando se está só
Ou queira se sentir
Talvez bem melhor
Quando a vida maltrata você
Não há mais forças pra viver
Ou talvez um dia sonhar

Por isso escrevo
Para alcançar
Aquilo que não posso tocar
Não importa qual seja o seu estilo
Se garoto ou garota
Se adulto ou menino
Só quero me expressar
Eu só quero me expressar

Só lamento se você não sabe
Poesia é uso de linguagem
Que vai do culto ao extravagante
Poesia é vida e não "viadagem"
se você não sabe e fala horrores
não se preocupe, te mando flores

Por isso escrevo e descrevo
Com detalhes o seu erro
Por isso escrevo e humilho
Com um vocabulário mais popular
Pra lhe mostrar que com simples palavras
Sou capaz de criar
Um poema ou um texto
Tanto faz como chamar

Vou da prosa ao soneto
Com o simples intuito
De reverenciar o culto
Das palavras que escrevo

By. DanielMateus

domingo, 9 de maio de 2010


Ainda dá pra cantar
Sei da dor que dá
Sei que dói seguir
Mas ainda dá.

Com viola ou violino,
Só com palma entoar
Acompanhado ou sozinho
Ainda dá para cantar

Com as lágrimas nos olhos
E as mágoas em suas mãos
Quantas cartas já escritas
E promessas foram ditas
E de juras fez canção

Mesmo com um nó na garganta
Mesmo em dor dá pra seguir
Sigo a juventude que me encanta
Sigo um rosto pra sorrir

Sei que o tempo há de ser
Um remédio a me curar
Pois a muito pra viver
E refrões a entoar
Por isso sigo a vida
Ainda dá para cantar.

domingo, 18 de abril de 2010



És utopia
Entre minha realidade
És fantasia
Delonga da minha saudade
És a presença mais ausente do meu dia-a-dia
És a beleza mais inversa
É utopia

És a mentira materializada
Pois não existes
De tão perfeita e formada

Não há fidalga que se assemelhe
Até a mais perfeita entre todas
Não há reflexo que se espelhe
Pois em nada me lembra às outras

Tu és a farsa que me enfeitiça
Dos teus gestos, a minha cobiça
Dos meus sonhos à minha insônia
Tira a timidez pra que me exponha
Tira a maldade e me faz sorrir

Tu juntas minha noite ao meu dia
Para mim não existe ponteiro
O ponteiro que tenho
Gira em torno de minha mentira
Gira em torno de ti
Ó minha utopia

quinta-feira, 15 de abril de 2010


Dos olhos que me olham
Das bocas que me falam
Dos gestos que não tenho
Dos braços que me abraçam

És tudo num só ser
Da mentira à verdade
És da vida ao morrer
Da chegada a saudade

És o adeus inesperado
És meu beijo para dormir
Te vejo regozijado
E lamento ver-te partir

Muito pouco te conheço
De tão pouco que é quase nada
Mas do inverso te almejo
E nem sei se és a errada

Só peço que não partas
O caminho que juntamos
Só te peço não desistas
Do pouco que caminhamos

Te suplico que não vás
Onde quer que queiras ir
E te rogo pra que fiques
Temos muito pra sorrir

Sei que nada que eu te peça
Pode te fazer ficar
Então peço que te lembres
Deste ridículo aqui a te falar

D. M. Barbosa

sábado, 8 de agosto de 2009

Chuva sem Brilho


Num Relampejo só

O trovão se aparece

E com um brilho cada vez maior

O sol desaparece

O Brilho que há na noite

Não é mais da lua

São relâmpagos, antes não fosse

Pois de dia eu seria tua

A cada flash uma lembrança

A cada lembrança uma dor

A dor mata a esperança

E sem esperança não há amor

As nuvens do meu coração

Tapam a luz do sol

E numa apatia (vida sem emoção)

Me inclino e me deixo só

E chuva cai, e eu vou junto.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Culpas (Daniel M.)


Para de se maltratar
para de amaldiçoar
dizendo que a culpa é sua
falando que a culpa é tua

para com esse blá blá blá
vem ao meu lado ficar
você cansou de sempre saber
que a culpa não é de você

a culpa é do meu coração
que nunca soube negar
esta mais linda paixão
e nao pode parar de te amar

te amar
toda força que há
hei de dar
para ao teu lado ficar
e te olhar
voce sempre foi rainha
rainha do meu coração
rainha mulher
ce sabe que é
rainha em minha ilusão

terça-feira, 2 de junho de 2009

Como a Vida!


Te amo com a mesma intensidade que amo a vida;
Te amo por teu jeito; por tua beleza ;
Te amo por tuas caras e bocas;
Te amo por teus olhos quando olham para mim, e mesmo calada, eles falam por ti;
Te amo por tua pele ardente que encosta em meu rosto;
Te amo por teu cabelo que cobre minha face enquanto me beijas;
Te amo pelo teu rosto que resplandece a luz do sol, iluminando minha vida;
Te amo quando te beijo, ou até mesmo quando te olho;
Te amo por todos os sorrisos que tirastes dos meus lábios;
Te amo por todos os sentimentos que me fazes ter;
Te amo por cada “eu te amo” que me falas
Te amo longe; perto
Te amo cada vez que te vejo –quando meu coração se exulta, saltitando em meu peito;
Te amo em cada despedida, pois sei que voltarei a te ver;
Te amo com a mesma intensidade que amo a vida –e amo a vida com a mesma intensidade que amo você-;
Te amo por você existir;
Te amo por Deus colocou você em meu caminho
Te amo por até mesmo te amar;
Te amo, pois sei que em ti encontrei meu lugar;
Te amo, por que sei que me amas e que por este amor eu seria capaz de entregar minha vida –ambas possuem o mesmo valor
Te amo por simplesmente você me fez reacreditar na existência no amor
Te amo a cada dia que se passa, a cada hora que se estende e a cada minuto que se alonga
Te amo por que te amo
Te amo por que sem você eu nada seria
Te amo com a mesma intensidade que amo a vida

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Esperança que me Restava


Tudo parecia incompleto nos meus olhos
Faltava algo que eu não conseguia encontrar
Faltava algo em mim,
Faltava algo. Mas mesmo assim
Ali parecia o meu lugar

O tempo passava
E à medida que buscava
Menor era a esperança em mim
Mas algo em minha veia ainda pulsava
Talvez a gota de sangue que me deixava forte o suficiente para lutar
Talvez a ultima gota de vida, um último fôlego para respirar

A esperança era algo que eu não tinha mais
A esperança era algo distante,
Algo que minha fé não era capaz
A Esperança hesitou-me por um instante
Talvez se esperasse me alcançasse enfim, a paz

A medida que ponteiro martelava no relógio
Percebia que nada mudava em minha vida
Percebia que eu me afundava e
Para onde? Eu não sabia

Quando enfim, a morte estendeu a mão para mim
Vi algo além da morte
Vi a sorte que esperava em por mim
Te enxerguei enfim
Não pude te evitar
Tua luz raiou assim
Como o sol num dia à iluminar

Tudo fez sentido naquele momento
A solidão, a tristeza, a dor
Tudo agora tinha um por que daquele sofrimento
Vi tudo com tanta clareza
Que me parecia até engraçado
Ver o caminho que tanto andei
Até chegar aqui, ao outro lado

Antes um terreno vazio
Hoje um jardim florido
Antes a morte me falava em suspiros
Hoje a vida me rodeia em círculos
Protegendo-me, guiando-me
Guia-me!

sábado, 9 de maio de 2009

Ab Origine (Daniel M.)


Acaso eu não falaria dela?
A mulher que me trouxe a luz
No caminho me conduz
E Põe ovo na panela

Acaso não faria brilhar seu lume
E não diria para todos
Do tamanho sacrifício, não foi pouco
Acaso eu não falaria dela?

Acaso iria eu esquecer
Desta jóia rara?
Mulher forte, Mulher Guerreira,
Mulher de Sorte, Mulher de Primeira
A Rainha da Minha Casa

Me Amou antes mesmo de eu nascer
Me criou, me deu forças para vencer
E hoje vive em meu peito
Como a flor que desabrocha
Ao raiar do dia
Sua beleza me enclarece
Traz alegria em minha prece
Sou completo com ela e nem sabia

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Olho Mágico (Daniel M.)


O que existe por este olho?
Que me encanta
Será magia?
Feitiço?
Talvez nesse olho
Que minh’alma alcança
Possa haver um caminho para o meu destino

Por este olhar
Posso enxergar um futuro
Posso traçar uma estrada
Vejo além da parede e do muro
Que da vida me separa

E este olho que não me pertence
Me faz coisas que não faço
Me apaixona de repente
Vem confunde a minha mente
Então me vejo pelo teu olho mágico

23/04/2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Palavras Vãs (Daniel M.)


As Palavras já não falam mais
Já não dizem ou expressam
Não me acalmam ou me trazem paz
As minhas palavras já não valem mais

Meus conselhos não têm mais valor
Ninguém os escuta
Ninguém segue minha conduta
Da grande felicidade agora só me resta a dor

E esse sentimento
Outra coisa não faz a não ser me afligir
Nem mesmo por um momento
Não me acalma esse sentimento
Ele não me traz paz, não posso fingir

Esse sentimento é uma mistura
É a união do mal com o bem
É a igualdade da dor e da cura
Na minha ciência ele vai mais além
Ele é maior que todas as alturas
Esse sentimento me dói
Esse sentimento: A minha eterna loucura
Que por dentro me corrói

quinta-feira, 26 de março de 2009

O Mestre Tristonho (Daniel M.)


Estavas sentado
Camisa azul
Quieto
Todo Calado

Com os olhos tristonhos
Talvez Neles Passassem teus sonhos
Talvez neles escondesse um sorrir

Tua calma me inquietou
O teu silencio
A tua pausa
Em um lugar tão barulhento
Como podes ter calma em determinado momento?

Teu Cabelo Mostra a tua experiência
A tua sabedoria
Mostrava a tua vivência
Uma coisa que eu não tinha
Vivi sempre de aparência

O que Passava pela tua cabeça eu não sei
Mas exercia uma autoridade
Um poder
Eu fiquei inquieto
E logo pensei:
Tornei a te observar
Mas teus olhos tinha algo
Que me falava sem nem mesmo se expressar
Em teus olhos escondia-se a pensar

- Para Professor Orlei

quarta-feira, 4 de março de 2009

A Primeira Letra (Daniel M.)


Já nem sei mais o tamanho desse amor
É maior que eu, e isso não posso negar
Só sei que sem você eu nada sou
Só sei que sem você nada será
Impossivel viver sem ti
Como poderia enfim explicar?
Amor é tudo que posso sentir
De mais ou de menos
Esse amor Sempre viverá
Sempre em nós existirá
O que nos faz viver e o que nos faz andar
Uma razão que não entendemos
Zelo por ti em cada momento
Amor, esse sentimento é o que me faz sonhar


28/02/2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Écos (Luiza Amélia)


É dificil
Falar às flores, se elas não falam
Falar de mim, se não sei tirar, arrancar
Do meu peito o meu mais profundo sentimento
Falar do amor, quando tantos o ignoram
Falar de você baixinha, se a dor da saudade
Me emudece, sufoca e me impede de dizer
Em proza e versos o quanto fostes
E sempres serás pra mim

Fostes um ser gerando com amor,
Dedicação outro ser.
Fostes o sol quente num dia gelado
Fostes a única flor de um jardim de espinhos
Fostes um palhaço num teatro dramático
Finalmente, és vida no ser que gerastes

28/12/83

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Amigos (Daniel M.)


Amigo, é tão bom estar contigo
E dizer conta comigo enfim
Amigo, a onde você for eu sigo
Pra não chorar quando chegar nosso fim

Amigo pode ser bandido
Amigo pode ser irmão
Amigo sempre dá sorriso
E Estende a mão

Pode ser melhor amigo
ruim ou bom eu to feliz
amigo é simplismente tudo
que eu sempre quis

Amigo é o que me faz chorar
E muitas vezes faz sorrir
Amigo é simplismente
tudo que me faz feliz

Daniel Mateus
15/02/2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Declarativa (Daniel M.)


Te Beijar é algo mágico
e o sonho de todo sujeito
te amar é viver de fato
é descobrir novos segredos

teus olhos são como a luz da aurora
teus lábios o encanto de outrora
tua voz é a harmonia sonora
tua presença leva toda tristeza embora

Quando me tocas
és como um choque
quando me beijas és como uma brisa
és como o amor
um sentimento que não se avista

tu és a minha loucura
és também minha sanidade
és todo amor e toda ternura
és também a minha saudade

viver contigo é aprender cada vez mais
é descobrir que tudo que sinto
se for expresso não será capaz
de achar um limite pra nós
e sempre vou te querer mais

quando me despeço
coloco meu coração na mão
mas tenho a certeza
e mesmo se eu não tiver
terei comigo a razão
que tu és, fostes e sempre serás
a verdadeira dona do meu coração

Daniel Mateus 14/02/2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Entre Nosso Amor (Daniel M.)


como definiria o nosso amor?
eu poderia dizer que é aquele tipo de amor incomparável
insasiável
assim seria o nosso amor

seria um amor que nao se mede
seria um amor amigo
seria um amor bandido
um amor que se dá e não se pede

assim foi e será nosso amor
uma coisa mais que linda
com bombons e no jarro uma flor

pra ficar mais lindo ainda
entre os céus do meu raiar
no meu castelo tu és rainha
és princesa que encantei
és a deusa mais que linda


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A Luz e a Cruz (Daniel M.)


Que Luz é essa?
que me guia, que me acorda...
que cruz é essa?
que carrego em toda hora

Luz. Clarea meu pés,
alumía meus olhos
guia-nos para quem tu és
faz-me e me diz o que eu posso

Cruz. a maldição?
a benção?
a salvação?
o que pensam?

que luz é essa?
que cruz é essa?
guia-nos para a cruz
que ilumina nossa pressa

linda luz,
ilumina nossa fronte
aparece lá de longe
vai mostrando nossa cruz
a cruz e a linda luz

- Daniel Mateus 10/02/2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A Lenda do Menino Ressurreto (Daniel M.)


Assim reza a lenda do menino ressurreto:
Certa vez quando os peixes de março estavam a nadar sobre o espaço sideral
Deu-se a luz de um menino um tanto iluminado
Porém seu candeeiro estava um pouco apagado.
Graças a sua vida, que estava morta.
Os médicos da região nada puderam fazer
Até o entregou à mão materna
Então sua mãe clamou
“Ó meu pai celeste, se tu o livrar de tal morte prometo fazê-lo teu servo e seguir teus preceitos”

E da face materna escorreu uma lágrima
Que teve como destino a fronte do bebê em seus braços
Então esta gota de tristeza escorreu pelo lado do nariz
Que em seguida tocou os lábios da criança.
Foi aí então que algo esplendoroso aconteceu:
A Boca do menino se abriu e o choro dele estremeceu todo o estabelecimento
Alguns pensaram até ser o fim do mundo.

Quando os esculápios viram tal cena de lume
Ficaram assustados e disseram que ele era um demonete.
Porém, sua mãe, sorrindo, tocou a face da criança e disse-lhes:
Ele não é obra maligna ou algia
Ele é filho do Pai Celeste,
Então há de ser um bom garoto.

Esse menino cresceu entre todo tipo de gente
E viveu sua vida como uma pessoa qualquer.
Mas poucos sabem que ele uma pessoa que ressurgiu dos mortos.
Pouco se sabe como ou onde está esse menino,
Mas dizem que ele vive pela redondeza de todos nós
Só não o enxergamos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

(Sem) ou Comselhos (Daniel M.)


Por que se enlagrimar de tal forma?
Sorria, pois sorrindo, trarás alegria em toda hora
Independente
Se boa ou ruim, seja a hora que for
Seja sempre assim

Respire quando não aguentar mais
Sustente a fé enquanto for capaz
Enquanto isso estarei aqui,
Em todo o tempo – muita força meu rapaz -

Não perca a esperança,
Pois ela é a única que nos resta
Siga sempre com confiança
Não importa se está com pressa

Muito tempo ainda temos
Pra decidir nosso futuro
Mas lembre-se que se muito ou pouco temos
Até do pouco tenhamos orgulho

Não se preocupe com nada aqui
Tudo isso é passageiro
E o tempo passa o tempo todo
O tempo passa o tempo inteiro

Então, onde quer que você for
Leve sempre contigo,
Meu carinho,
Minha saudade e meu amor
Você nunca tá sozinho

-Para João Pedro

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A Alma do Artista (Daniel M.)


A Alma do Artista é feita de verbos
É feita de memorias,
É feita de emoções

A alma do artista vive de pele em pele,
Em cada ser humano ela vive
Em cada gesto, em cada olhar
Sempre expressando algo que não tem explicação

A alma do artista é o resultado de todo ser
A alma do artista é a humildade e o poder
É a consciência de cada um,
Consciência de que cada pessoa possui um pouco de artista

Seja no colégio, seja no trabalho,
Seja em casa, seja entre amigos
Seja a onde for
Seja o que for
A alma do artista sempre está presente


A alma artista são todas as nossas emoções e reações...
Pois em cada uma delas encarnamos um personagem
Um artista..
Nunca somos quem somos
Sempre somos o que nos fizeram

24/10/2008

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Quase Afrodite (Daniel M.)



Minha Princesa coroada,
Essência de Todas as Mulheres,
deusa mitológica existente
Ser superior em forma de gente.

Meus olhos fascinados por tamanho esplendor
Incapazes de ver teu erro e tua imperfeição
Se é que defeito tens,
Continuas magnífica o possuindo ou não.

Ao Contrario dos Loucos
que não poderam valorizar-te
de maneira correta e uniforme
para um nobre romance

Desafio-me a Entregar-te todo o meu amor
Tendo a certeza que irás guardá-lo
Pois tu sabes, o imensurável sentimento que tenho por ti
Pois soubestes como cativá-lo,
Agora, o tens e me tens em tuas mãos

Se eu não tivesse a certeza do que sinto,
Seria vão jogar meu corpo numa fornalha
Seria como entregar uma oferenda de velas para o mar
Pois o fogo tudo consome, mas água tudo apaga.

Quem sabe tu poderias ter olhos para mim,
Um mero mortal, que se apaixonou pela dondoca dos deuses
Um simples plebeu, que escamou seus olhos para a mais bela princesa.
Então, direi do Olímpio, ao templo de Salomão
Que Recebi um beijo, da mais bela pérola do mar,
E virei herói de um romance grego e sheakspeariano
E descobri a fórmula do amor, que é AMAR!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Primeiro e Eterno Beijo


O Sonho se inicia
A Minha boca produz salíva
Ansiando pelos beijos teus
Em que Ambos deitados em uma rede
Tocamos pela primeira vez os nossos lábios

Em um momento mágico
Meu coração palpitou
Pulsando até a ponta dos meus dedos
Enquanto tocavam tua face

Teu cabelo cobria o rosto meu e teu
E por um momento de pausa,
Nos Olhamos nos olhos
E em seguida os mesmos direcionaram-se para as bocas
que voltaram a beijar-se

Tudo ao nosso redor parou
E deu-se o início de um grande amor
Que nada poderá apagar as memórias daquele doce toque de lábios
Ele possui hoje e sempre, a mesma intesidade
Delicadeza e fidelidade
do nosso Primeiro e Eterno Beijo

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Pra Ser Sincero (Daniel M.)


Pra ser sincero, morro de medo de te perder
Morro de medo de te amar e não te ter
Pra ser sincero? eu morro por você

Pra ser sincero, odeio dizer tchau
Ter que me despedir
E voltar a ser mortal

Pra ser sincero, adoro teu olhar
Adoro teu sorriso
Tua forma de pensar
Pra ser sincero? eu adoro te amar

Pra ser sincero, já menti
Já tentei enganar a mim mesmo
Já tentei e não consegui

Já te falei de tudo que faço
Mas não te contei
Que tudo fiz,
Se resume em teu abraço

Pra ser sincero? Te Amo

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cântico à Minha Amada (Daniel M.)


Oh meu amor,
Que Falta você me faz pelas noites
Quando não te escuto mais
Mal espero o dia pra te dar bom-dia
e te amar enquanto for capaz

Onde eu for tu irás comigo
Em teus seios encontro abrigo
Junto a ti ó amada, descanso
És tu amada minha, o meu recanto

Como quero estar contigo ao teu lado,
De mãos dadas caminhar
Contigo divido meu fardo
Como eu amo te amar

domingo, 30 de novembro de 2008

Eros (Daniel M.)


Sigo o teu corpo com uma estrada a ser seguida.
Onde o caminho leva à união da imortalidade de uma aliança
Simbolizada no material matrimonio

Rego o nosso amor com as flores do nosso jardim vermelho.
Ó recanto meu.
Garota de cândido semblante.
Insubstituível eternidade que vivo agora
Que ser vivida em cada instante
Em cada momento
Do nosso quase puro amor.

Que possa estar escrito no nosso livro da vida mortal
Nos interligando entre as linhas que cortam a rosa dos ventos.
Que possa estar unindo todo momento

Eros.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Poeta e a Boneca (Daniel M.)


Era uma vez um poeta
Que vivia frustrado em suas madrugadas
Estava a procura de uma rima certa
Ou uma frase mal rimada

E toda noite tornava a rodar
Pelas ruas e esquinas
Pelas luas e avenidas
E voltava a tropeçar

Com Humildade nos seus pés
Caminhando como pode
Certa vez conheceu uma mulher
Olha só que cabra de sorte

A mulher era um tanto estranha...
Metade boneca, metade menina
Apesar da diferença
Era muito bacana e quando sorria era tão linda

Ele então guardou essa boneca
Numa estante que tinha no quarto dele
Para que sorrindo
Servisse de respiração para ele

E todas as noites
Antes de ir dormir
Olhava para estante
E em todo instante ela estava ali

Dali em diante
O dia tornou mais claro
E a noite mais distante

Tudo que escrevia
Tinha um pedaço de pano
Para o poema ficar mais belo
E da boneca ta se lembrando
E esse amor se tornou verbo
E o verso se imortalizando

Suas estrofes não foram mais tortas
Tudo que ele escrevia tinha um sentido
A vida, a morte,
A menina e o menino

Cada dia que passava foi se apaixonando mais e mais
Foi escrevendo mais verso
Foi descrevendo tudo que era capaz
De noite ou de dia
Pra ele tanto fazia
Como hoje ainda faz

A história é fato
E de fato não mente
Como diz todo clássico
"Todos viveram felizes para sempre!"

sábado, 1 de novembro de 2008

Meu Pequeno Polegar (Daniel M.)


Tão Pequeno em minha mão,
Tão sensível, tão incerto
Tão simples, tão complexo
E completa o coração

Mas se o coração não é ligado,
Como explicar tão grande afeto?
Se te perder sou afetado
Se eu não te ter sou incompleto

Pr’eu poder sustentar algo
Desse dedo necessito
E pra ser sustentado
Algo precisa ta escrito

E para dar notas no violão
Pra me ajudar a concordar
Necessito da minha mão
E do meu pequeno-grande polegar

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Passarinho (Daniel M.)


Eu ouço um passarinho
cantando bem de longe
talvez ninguém o escute
talvez esteja com fome

pode até estar com medo
mas ninguém o escuta
mas mesmo assim insiste ele em cantar
para que um pássaro amigo
azulão ou canarinho
vá o ajudar

mas tem hora que ele pensa:
"porque cantar se ninguém me ouve?
antes não nascesse ou passarinho mudo fosse
e se talvez eu não nascesse
do mal eu esquecesse
e achasse a vida um doce"

e esse passarinho outra coisa pode ser
empresário ou politico
pode ser pai ou o seu filho
ou talvez seja você

domingo, 12 de outubro de 2008

Acordando Para Sonhar (Daniel M.)


Quando não tenho pr'onde
Fecho os olhos e o sonho vira fonte
Regando meu mundo reescrevendo a história
Me levanta do túmulo independente da hora

Mas sonhar é isso
É dar vida ao impossivel
Tornar da vida um vicio
E enxergar o invisivel

Pois quem sabe sonhando
Acordamos pra vida
E deitados numa cama,
Cama no ar é saída

Então sonhe!
Sonhe rápido, sonhe lendo
Por que sonhar enfim,
É acordar pra dentro!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Queixas de um Vagabundo (Daniel M.)


Hoje eu quero descansar
Não vou pra escola, nem vou trabalhar...
Hoje não me force a fazer nada
Hoje eu quero só amar

Hoje eu quero uma cama
E ouvir música clássica
Hoje eu quero ouvir uma ciranda
Hoje eu não to pra nada

Hoje é meu feriado
Meu terceiro dia do fim de semana
Hoje to de otário, não to doente
Mas eu to de cama

Hoje eu quero dormir
Quero fingir que o amanha não chegou
Hoje eu quero sumir
E ficar na memória de quem me amou

Hoje eu quero a saudade
E a falta da tua apatia
Hoje eu to sem vontade
Vou descobrir o que não sabia
Pra ver se descubro que o descanso
É apenas mentira

domingo, 28 de setembro de 2008

As Crônicas de um Trabalhador (Daniel M.)



O Tempo passou e eu nem vi
Nem me dei ao luxo de perguntar que horas eram.
Não movi um dedo em meu favor.
Eu devia ter dado mais importância ao o que meu pai falava.
Eu devia ter parado um pouco mais pra pensar, refletir.
Agora o tempo passou. E eu nem vi. Nem me dei ao luxo de respirar. Sempre tão dedicado ao trabalho,
Nem vi o tempo passar.
Passou.
E eu não vi.
Continua passando. OLHA!
Passou.
E eu não me dei ao luxo de vê-lo.
Tenho me preocupado tanto com minhas contas, com meus estudos,
E todos os dias é sempre a mesma coisa:
Acordar, me arrumar, estudar, trabalhar, almoçar, voltar ao trabalho, pegar ônibus, chegar em casa, dizer “oi” pra mulher, dormir, acordar, e voltar ao mesmo pesadelo.
E o tempo passou e eu nem vi.
E eu nem me dei ao luxo de viver. O tempo passou
“-Aqui descansa um brasileiro”

sábado, 20 de setembro de 2008

Minha Boneca (Daniel M.)


Hoje minha boneca me deixou só
nao quis saber se eu estava com saudade
olha so que maldade
se tava mal, agora to pior

minha boneca me abandonou
no escuro da madrugada a menina me deixou
insonia traumática
pra quem nunca amou

OLHA LÁ! É a minha boneca!
"mai" é tão linda, olha ela!
voltou pra mim, que lindo

agora vou guarda-la
pra de noite abraça-la
quando eu estiver dormindo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Fotocópia (Daniel M.)


Hoje em dia
A influência da mídia
Influencia diariamente
Todos os dias

Tudo é imitação
Onde está o alternativo?
Cultura em limitação
Inteligência fechada para balanço

Fotos, caras e bocas
É tudo igual
Cabelos, vestidos e roupas
Pensamentos do varal

O preço é qualidade
Mas a verdadeira qualidade não tem preço
Como um carinho, um abraço, um beijo

A boa poesia é escrita hoje no banheiro
Longe de todos, longe da vida
Só eu e o borjo, o borjo e a rima

Fotocópia, fotocopiadora
Fotocopia, a foto me dá medo
E a copia me dá fobia

Diariamente tiramos fotos
Todos os dias são copiado
Cabeças são como ovos
Inteligência foi pelo ralo

Hoje o criativo é solitário
Ontem idolatrado
E amanha, desprezado

Seja você, independente da pendência
Eles são tolos, solitários e sem criatividade

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A Célula, A Cédula e a Fé (Daniel M.)


A fé tornou-se célula.
E a célula metamorfoseou-se em mim
E de mim sai a cédula que move o mundo ao meu redor
E o mundo gira e me mata me levando de volta ao pó.
A Fé que havia, já não Ave Maria
Por que a fé deixa o homem tão só?
E no soneto da vida, finjo que vivo e faço quadrilha.
Pra ver se alguma mulher me olha melhor.
No ultimo batimento cardíaco
Peço a benção pastoral.
E no leito da minha morte, da vida tiro a sorte
Pra ver se viro imortal.

sábado, 13 de setembro de 2008

No Recreio (Daniel M.)



No Recreio aprendemos a viver


aprendemos brincadeiras


no recreio o receio pelo status


que pode mudar sua vida inteira




Em um intervalo de vinte minutos


criamos amigos, fraternidade


em mil e duzentos segundos


fazemos uma família de verdade




O recreio é o intervalo, a divisão


entre o começo e o final


meu recreio é onde eu falo


sobre o bem e o meu mal.




O recreio é onde escrevo


sobre amigo, irmão e felicidade


O recreio é onde leio


cartas de amor de alguma amizade




O Recreio é onde reconheço


que sou homem, sou errado


e é ai onde descubro


que alguns me odeiam e por outros sou amado.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Garota do Sol (Daniel M.)


Certa Vez, um raio de sol me apareceu
Pela janela do quarto em meu rosto bateu
Acordou-me pela manhã. Preguiça boa e a coragem pra viver meu dia inteiro.
Por onde quer que eu ia, comigo sempre estava
De noite ou de dia, comigo o guardava.
Mas um dia curioso de saber
Que luz é essa que resolveu me aparecer?
-sou a Garota do Sol, estou feliz em te ver.
Assustado eu fiquei e tornei a perguntar:
-d’onde vens garota linda, pra o meu dia iluminar?
-vim do cosmo amado meu, só pra te visitar.
Apaixonado eu fiquei, e pedi pra lua não existir
Pra o sol trazer minha garota e eu ser feliz enfim
A Partir daí, não houve mais noite no meu dia
A Garota do Sol estava pra iluminar minha vida
Onde quer que eu vá, carrego agora sua luz
Da garota mais bela que todo dia me seduz.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Anti-Romatismo (Daniel M.)


Como poderei escrever?
Poesia, prosa ou verso
Se até mesmo o inverso
Não me lembra você

A paixão cega e o amor dói
Então porque me preocupar?
Se tudo que você lembrar
Por dentro me corroi?

Sem querer te machucar
Mas já machucando
Essa historia de amor não dá

Pois tudo que começa, acaba
E pra eu não correr o risco de quebrar a cara
Eu prefiro nem começar

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

(IN)deciso (Daniel M.)


Sou o que digo
Acredito no que faço
Finjo que acredito
E desconfio de fato do que digo
Sou um tanto indeciso
Em tudo que vou dizer
Tenho medo de falar o certo
E o certo eu não fazer
Eu não sei ao certo sobre a minha vida
Só sei que vou vive-la enquanto houver meu dia
Serei feliz todo o tempo
Percorrerei o meu torto caminho do vento
E se a vida for invalida
Será que vale a pena?
E se a pena não for nada
Será que é tudo lenda?
Mas se eu não for eterno
Tentarei pelo menos o imortal
E na eternidade das palavras
Falarei de um pobre formal
Indeciso ou não
Minha escolha é amar
A vida, os corpos, a rima
E tudo que a vida me dar

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Mundo e Seus Segredos (Daniel M.)

O Gira-sol que gira só
Quem é que me explica?
A lua vai e vem o sol
Pra Iluminar o dia

E de manhã cantam os passarinhos
Pro mundo ficar bonito
Radiante
Bem mais lindo

A menina encantada pelo rapaz
Felicidade traz
Um beijo
Abraço me satisfaz

O mundo e seus segredos
Ninguém me explíca
O por que de tanto medo
Apavora nosso dia

É so olhar o mundo ao seu redor
Pra ter certeza de tudo e muito mais que qualquer um
Quem é que pode explicar o amor e duvidar de tudo?
É morta essa pessoa seja lá quem for

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A Língua do Meu Amor (Daniel M.)

Com toda a certeza do mundo,
Conjugo você como verbo
Depois de você nada conjungo
Assim escrevo meu verso

Direto ou irregular
Transito-me ao teu lado
Substantivo-me verboar
Escrevo mesmo errado

Meu Sentimento é Certo
Escrevendo assim errado
O amor pra mim é verbo
Que nao pode ser conjugado

Contínua é minha dor
Possessivando-me a cada dia
Assim é meu amor
Traduzido em minha língua

Momentoscolia (Daniel M.)

Momentos Passam, acabam
momentos choro, com a esperança que aquele momento irá voltar.
momentos eu sorri, achando que ele iria durar pra sempre
esquecendo-me que o 'sempre' e o 'nunca' são sinônimos
o 'nunca' nunca existiu. sempre foi assim.
os momentos passam e
ninguém ver, ninguém percebe
momentos de felicidade passaram por mim,
a um palmo do meu nariz
e eu nada fiz para que aquele momento fosse eterno
os momentos acabam.
a poesia prevalece.