domingo, 18 de abril de 2010



És utopia
Entre minha realidade
És fantasia
Delonga da minha saudade
És a presença mais ausente do meu dia-a-dia
És a beleza mais inversa
É utopia

És a mentira materializada
Pois não existes
De tão perfeita e formada

Não há fidalga que se assemelhe
Até a mais perfeita entre todas
Não há reflexo que se espelhe
Pois em nada me lembra às outras

Tu és a farsa que me enfeitiça
Dos teus gestos, a minha cobiça
Dos meus sonhos à minha insônia
Tira a timidez pra que me exponha
Tira a maldade e me faz sorrir

Tu juntas minha noite ao meu dia
Para mim não existe ponteiro
O ponteiro que tenho
Gira em torno de minha mentira
Gira em torno de ti
Ó minha utopia

quinta-feira, 15 de abril de 2010


Dos olhos que me olham
Das bocas que me falam
Dos gestos que não tenho
Dos braços que me abraçam

És tudo num só ser
Da mentira à verdade
És da vida ao morrer
Da chegada a saudade

És o adeus inesperado
És meu beijo para dormir
Te vejo regozijado
E lamento ver-te partir

Muito pouco te conheço
De tão pouco que é quase nada
Mas do inverso te almejo
E nem sei se és a errada

Só peço que não partas
O caminho que juntamos
Só te peço não desistas
Do pouco que caminhamos

Te suplico que não vás
Onde quer que queiras ir
E te rogo pra que fiques
Temos muito pra sorrir

Sei que nada que eu te peça
Pode te fazer ficar
Então peço que te lembres
Deste ridículo aqui a te falar

D. M. Barbosa