sexta-feira, 31 de dezembro de 2010




Que da alma vivente

Qual dá pulso a minha mente

Poderei comparar?

Tão perfeita e singela

Que outro ser perto dela

Não irá deslumbrar?

Que tamanho esplendor

De ternura e amor

Envolvendo este ser

Que tamanha beleza

De paixão e pureza

Estes olhos fazem ver

O que há nestes olhos

Que mesclam afeto e repulsa

O que há nesta boca

Que me leva a loucura

O que há em ti

Ó deusa amada

Que poder é este

Que por mim é idolatrada

Que magia e feitiço

Que me arranca o suspiro

E o fôlego pr’eu viver

Tão sutil e discreto

Sentimento tão incerto

Mais um pecado hei de ter

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


Só lamento pra quem não sabe
Poesia é enxergar com lápis
E viver o que não se vê
Só lamentos para você
Que critica quem sabe escrever
E que deixa a vida passar
Sem uma linha arriscar

Não há nada melhor
Pra fazer quando se está só
Ou queira se sentir
Talvez bem melhor
Quando a vida maltrata você
Não há mais forças pra viver
Ou talvez um dia sonhar

Por isso escrevo
Para alcançar
Aquilo que não posso tocar
Não importa qual seja o seu estilo
Se garoto ou garota
Se adulto ou menino
Só quero me expressar
Eu só quero me expressar

Só lamento se você não sabe
Poesia é uso de linguagem
Que vai do culto ao extravagante
Poesia é vida e não "viadagem"
se você não sabe e fala horrores
não se preocupe, te mando flores

Por isso escrevo e descrevo
Com detalhes o seu erro
Por isso escrevo e humilho
Com um vocabulário mais popular
Pra lhe mostrar que com simples palavras
Sou capaz de criar
Um poema ou um texto
Tanto faz como chamar

Vou da prosa ao soneto
Com o simples intuito
De reverenciar o culto
Das palavras que escrevo

By. DanielMateus

domingo, 9 de maio de 2010


Ainda dá pra cantar
Sei da dor que dá
Sei que dói seguir
Mas ainda dá.

Com viola ou violino,
Só com palma entoar
Acompanhado ou sozinho
Ainda dá para cantar

Com as lágrimas nos olhos
E as mágoas em suas mãos
Quantas cartas já escritas
E promessas foram ditas
E de juras fez canção

Mesmo com um nó na garganta
Mesmo em dor dá pra seguir
Sigo a juventude que me encanta
Sigo um rosto pra sorrir

Sei que o tempo há de ser
Um remédio a me curar
Pois a muito pra viver
E refrões a entoar
Por isso sigo a vida
Ainda dá para cantar.

domingo, 18 de abril de 2010



És utopia
Entre minha realidade
És fantasia
Delonga da minha saudade
És a presença mais ausente do meu dia-a-dia
És a beleza mais inversa
É utopia

És a mentira materializada
Pois não existes
De tão perfeita e formada

Não há fidalga que se assemelhe
Até a mais perfeita entre todas
Não há reflexo que se espelhe
Pois em nada me lembra às outras

Tu és a farsa que me enfeitiça
Dos teus gestos, a minha cobiça
Dos meus sonhos à minha insônia
Tira a timidez pra que me exponha
Tira a maldade e me faz sorrir

Tu juntas minha noite ao meu dia
Para mim não existe ponteiro
O ponteiro que tenho
Gira em torno de minha mentira
Gira em torno de ti
Ó minha utopia

quinta-feira, 15 de abril de 2010


Dos olhos que me olham
Das bocas que me falam
Dos gestos que não tenho
Dos braços que me abraçam

És tudo num só ser
Da mentira à verdade
És da vida ao morrer
Da chegada a saudade

És o adeus inesperado
És meu beijo para dormir
Te vejo regozijado
E lamento ver-te partir

Muito pouco te conheço
De tão pouco que é quase nada
Mas do inverso te almejo
E nem sei se és a errada

Só peço que não partas
O caminho que juntamos
Só te peço não desistas
Do pouco que caminhamos

Te suplico que não vás
Onde quer que queiras ir
E te rogo pra que fiques
Temos muito pra sorrir

Sei que nada que eu te peça
Pode te fazer ficar
Então peço que te lembres
Deste ridículo aqui a te falar

D. M. Barbosa