domingo, 30 de novembro de 2008

Eros (Daniel M.)


Sigo o teu corpo com uma estrada a ser seguida.
Onde o caminho leva à união da imortalidade de uma aliança
Simbolizada no material matrimonio

Rego o nosso amor com as flores do nosso jardim vermelho.
Ó recanto meu.
Garota de cândido semblante.
Insubstituível eternidade que vivo agora
Que ser vivida em cada instante
Em cada momento
Do nosso quase puro amor.

Que possa estar escrito no nosso livro da vida mortal
Nos interligando entre as linhas que cortam a rosa dos ventos.
Que possa estar unindo todo momento

Eros.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Poeta e a Boneca (Daniel M.)


Era uma vez um poeta
Que vivia frustrado em suas madrugadas
Estava a procura de uma rima certa
Ou uma frase mal rimada

E toda noite tornava a rodar
Pelas ruas e esquinas
Pelas luas e avenidas
E voltava a tropeçar

Com Humildade nos seus pés
Caminhando como pode
Certa vez conheceu uma mulher
Olha só que cabra de sorte

A mulher era um tanto estranha...
Metade boneca, metade menina
Apesar da diferença
Era muito bacana e quando sorria era tão linda

Ele então guardou essa boneca
Numa estante que tinha no quarto dele
Para que sorrindo
Servisse de respiração para ele

E todas as noites
Antes de ir dormir
Olhava para estante
E em todo instante ela estava ali

Dali em diante
O dia tornou mais claro
E a noite mais distante

Tudo que escrevia
Tinha um pedaço de pano
Para o poema ficar mais belo
E da boneca ta se lembrando
E esse amor se tornou verbo
E o verso se imortalizando

Suas estrofes não foram mais tortas
Tudo que ele escrevia tinha um sentido
A vida, a morte,
A menina e o menino

Cada dia que passava foi se apaixonando mais e mais
Foi escrevendo mais verso
Foi descrevendo tudo que era capaz
De noite ou de dia
Pra ele tanto fazia
Como hoje ainda faz

A história é fato
E de fato não mente
Como diz todo clássico
"Todos viveram felizes para sempre!"

sábado, 1 de novembro de 2008

Meu Pequeno Polegar (Daniel M.)


Tão Pequeno em minha mão,
Tão sensível, tão incerto
Tão simples, tão complexo
E completa o coração

Mas se o coração não é ligado,
Como explicar tão grande afeto?
Se te perder sou afetado
Se eu não te ter sou incompleto

Pr’eu poder sustentar algo
Desse dedo necessito
E pra ser sustentado
Algo precisa ta escrito

E para dar notas no violão
Pra me ajudar a concordar
Necessito da minha mão
E do meu pequeno-grande polegar